A
população residente no Conjunto Ceará, segundo pesquisa realizada
em 2008, é de 40.185 habitantes,
dos quais 19.996 (49.76%)
são homens e 20.189 (50,24%)
são mulheres.
Essa população ocupa 9.411 moradias,
o que significa uma média de 4,27 pessoas
em cada residência, tendo se constatado uma queda nessa média, já
que em 1998 o índice era de 5,66 moradores
por domicílio. Essa redução é o reflexo de vários fatores, tais
como:
a) a queda da fecundidade, pelo uso de contraceptivos e pelas
mudanças comportamentais relativas à importância da maternidade na
identidade social das mulheres, principalmente, como também pelo
fato das mulheres estarem ingressando maciçamente no mercado de
trabalho, dando menos prioridade à formação de um núcleo familiar
com filhos;
b) A decisão de adiar a geração de filhos por um casal
de jovens, que prefere de início se estabilizar financeiramente. Os
altos gastos com a educação infantil podem também, de alguma
forma, estar influenciando essa estratégia de formação das
famílias;
c) O envelhecimento na composição das famílias nos
últimos vinte anos, constituídas, em boa parte, por casais de meia
idade, com filhos adolescentes ou adultos jovens;
d) O crescimento
lento do número de moradias no bairro - de apenas 7% nos últimos
dez anos -, principalmente pela quase inexistência de
verticalização, isto é, de construção de edifícios, o que
permitiria a oferta de novas moradias; e) A saída dos moradores
jovens do bairro, buscando novas oportunidades ou constituindo novas
famílias em outros lugares.
GRÁFICOS
COMPARATIVOS 1988-1998-2008
Fonte:
Pesquisa Prodecom, 2008
Quantas
famílias?
Existe
um total de 10.770 famílias no bairro, com 3,7
membros, em média. A média brasileira é de 3,3 membros (IBGE
-2001). Voltando os olhos para as famílias do bairro, verifica-se
que o retrato atual não reflete somente o modelo clássico, composto
de pai, mãe e filhos de um mesmo casamento, a chamada família
nuclear.
A
hierarquia, que caracterizava a família no passado, deu lugar a uma
relativa igualdade e necessidade de respeito mútuo entre os
integrantes. Tanto que a expressão pátrio poder foi substituída
pela de poder família, poder esse exercido por ambos os sexos.
Muitas tarefas na família são compartilhadas e há muito deixaram
de ser exclusivas de um ou do outro sexo. Hoje, a responsabilidade de
cuidar dos filhos é a mesma para os homens e as mulheres - pais e
mães -, pois as mulheres também necessitam de tempo para ocupar um
lugar no mercado de trabalho, para ter uma atividade produtiva fora
de casa, tão importante para elas quanto a maternidade e o cuidado
com os filhos. Enquanto isso, na ausência de uma das figuras, ou de
ambas, os filhos buscam referência em outros ambientes, como a
escola ou a família expandida, principalmente os avós e tios.
Esse
novo formato, dependendo das contingências econômicas, transforma a
família numa instituição mais atraente do que nunca, a ponto de os
filhos adultos permanecerem muito mais tempo na casa dos pais e, em
alguns casos, até voltarem para lá depois de uma separação
conjugal ou de um revés financeiro.
Atualmente
é comum encontrar numa mesma moradia três gerações, geralmente
sustentadas pelos membros mais velhos. Isso pode não parecer
significante, mas promove uma mudança no contexto familiar, que se
expande, empurrando adiante a fronteira da terceira idade, já que os
pais ficam ativos afetiva e financeiramente por muito mais tempo.
É
fundamental destacar-se aqui o aumento de mulheres chefiando
famílias, refletindo as mudanças que ocorreram na sociedade, e o
crescimento de famílias chefiadas por uma só pessoa.
Verifica-se,
também, que há gente morando sozinha, avós criando netos, casais
sem filhos, mãe criando filhos sem a presença do pai e outras
tantas alternativas, como grupos de amigos que decidem morar juntos
para dividir uma moradia.
O
momento atual ainda é de transição, os indivíduos estão
experimentando situações novas, mas, longe de andar em baixa, a
instituição familiar está se adaptando aos novos tempos, assumindo
um perfil mais centrado na qualidade das relações entre as pessoas
e no desejo de cada indivíduo.
Características
diferenciadas do padrão
Quantidade
%
Famílias
Famílias
morando com outras
1359
0,13
Formada
por apenas indivíduos do sexo feminino
646
0,06
Formada
por apenas indivíduos do sexo Masculino
389
0,04
Indivíduos
morando sozinhos
1450
-
Casais
sem filhos
486
-
Mulheres
chefes de família
1830
0,17
Formada
por agrupamento de indivíduos
258
-
E
a idade?
Em
1988, a média de idade era de 20 anos e 4 meses. Em
1998, passou para 27 anos e 6 meses, e, em 2008, para
31 anos. O Conjunto Ceará, assim como todo o Brasil,
amadurece. Pode-se dividir assim a população de acordo com a faixa
etária:
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